Obras de drenagem na região do Aricanduva são vistoriadas por conselheiros do Programa de Metas

Até o fim de 2011, cinco reservatórios devem melhorar a vida de quem mora na região do córrego no guia do bairro Aricanduva, na Zona Leste da capital. Quatro deles já estão prontos e um está em construção. As obras darão vazão à água que cai em ruas vizinhas e aliviar a pressão sobre o córrego.

Até o fim deste ano, cinco reservatórios devem melhorar a vida de quem mora na região do córrego Aricanduva, na Zona Leste da Cidade. Quatro deles já estão prontos e um está em construção. Todos estão localizados em áreas baixas, sujeitas a inundações na época de chuvas. O objetivo das obras, que fazem parte da meta 65 da Agenda 2012, é dar vazão à água que cai em ruas vizinhas e aliviar a pressão sobre o córrego.

Na manhã da última sexta-feira (26/8) os integrantes do Conselho Consultivo do Programa de Metas da Prefeitura tiveram a oportunidade de conhecer dois desses equipamentos. O primeiro reservatório vistoriado pelos conselheiros, já concluído e em fase de testes, localiza-se em uma praça entre a rua Caripunas e a avenida Aricanduva. Chamado de R4, o equipamento tem capacidade para armazenar 4 mil m3 de água. O segundo, entre a rua Baquiá e a avenida Aricanduva, está em construção. Com o nome de R1 e capacidade para mais 2.800 mil m3 de água, deverá entrar em funcionamento em dezembro deste ano, ficando para o início do ano que vem o acabamento da praça.

Os responsáveis pelas obras explicam que o funcionamento dos equipamentos é automático: a água que acumula é enviada por meio de bombas para o córrego Aricanduva. A exceção é o R9, também concluído e com capacidade de 20 mil m3, cujo escoamento da água ocorre por gravidade.

Entre outras medidas, além dos reservatórios, a Secretaria de Infra-Estrutura Urbana e Obras (Siurb) finalizou o alargamento e o aprofundamento da calha do córrego do Aricanduva, entre a rua dos Latinos e proximidades da avenida Ragueb Chohfi.

Esta foi a quarta visita do ano feita pelos conselheiros aos locais das metas. Fátima Andrijic Marinera, conselheira da Zona Leste e conhecedora do problema na região do Aricanduva, lembra que a questão passa pela ocupação irregular. De acordo com ela, “essa é uma situação de tentar consertar o que está errado, da ocupação irregular que vem de muito tempo. Esse trabalho que vimos é para tentar resolver o problema”.

Para Fernanda Migliore Rodrigues, suplente da Zona Oeste, “a questão das enchentes é decorrente de vários fatores, é também um problema social, não adianta investir e as pessoas não colaborarem. Há ainda a ocupação desordenada do solo, base de tudo”. Ela ressalta a importância do investimento em programas de conscientização ambiental.

Conselho Consultivo

Formado por representantes da Prefeitura e membros da sociedade civil, o Conselho Consultivo tem como atribuição a interlocução com a administração municipal sobre a aplicação de políticas públicas, apresentando sugestões e acompanhando o monitoramento dos 223 objetivos detalhados no Programa de Metas da Cidade de São Paulo.

Ao todo, 17 conselheiros compõem o conselho, com mandato de dois anos e sem remuneração. Cinco deles são eleitos pela população, representando cada uma das cinco regiões da Cidade: Norte, Sul, Leste, Oeste e Centro. Os outros três são indicados por organizações civis. O restante é escolhido pelo prefeito e secretários de governo, além de um representante da Câmara dos Vereadores. O CCPM foi criado pelo Decreto nº 50.996/2009 e é vinculado à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão.

Fonte: O Noticiado




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