Aricanduva: Prefeitura lança plano antienchente

A dois meses do término de seu mandato, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), lançou um pacote para contratar 750 milhões de reais em obras antienchentes para a zona Leste de SP e zona Sul. Os alvos serão a bacia do Rio Aricanduva, no bairro Aricanduva, e a região do Córrego Zavuvus, locais que estão na lista de pontos mais críticos em relação a alagamentos, como os causados pelas chuvas de domingo na capital.

Parte das obras estava prevista no Plano de Metas da atual gestão para ser entregue em dezembro, mas todas só devem ficar prontas em 2016. Juntas, as regiões das obras acumulam ao menos sete mortes causadas por enchentes nos últimos três verões. Seis delas ocorreram no entorno do Zavuvus, em Americanópolis. O córrego margeia um grande número de casas precárias, construídas em assentamentos irregulares, que costumam ser cobertas ou mesmo derrubadas pela água que transborda quando chove demais. O curso d’água chegou a ser apelidado por moradores de “córrego da morte” por causa desse histórico.

Na Zona Leste, o Aricanduva é margeado por uma zona mais comercial, além da avenida de mesmo nome que serve como importante ligação para mais de 1,5 milhão de pessoas que moram em regiões como o bairro de Itaquera, Aricanduva, São Mateus e Cidade Tiradentes. Durante as chuvas de verão, é comum o rio invadir as pistas e deixar centenas de veículos ilhados. Em janeiro de 2011, o dono de um depósito de material de construção morreu ao ser soterrado pela parede do estabelecimento que cedeu por causa da pressão da água.

O edital publicado na semana passada prevê não apenas obras de contenção de enchentes – como piscinões e galerias subterrâneas –, mas também a construção de conjuntos habitacionais e parques lineares e a execução de serviços de paisagismo nos locais. No total, oito piscinões deverão ser construídos pelas empresas que ganharem a licitação.

Atualmente, a Região Metropolitana de São Paulo tem 53 piscinões, com capacidade para armazenar 9,9 milhões de m³ de água. Estudos preliminares feitos pelo governo estadual apontam que são necessários cerca de 30 novos reservatórios para acabar de vez com o problema das enchentes na região. O número exato só deve ser revelado em um novo plano de macrodrenagem para a Bacia do Alto Tietê, em execução.

Fonte: Portal Veja




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